
Tiago 1: 13: Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Jeremias 2: 12: Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o SENHOR.
13 Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que näo retêm águas.
A maior pergunta do ateísmo moral é: “Se existisse um Deus e Ele fosse bom haveria o mal no mundo?”. E muitos estudiosos da Bíblia tem sido confrontado com este polêmico tema que se prolonga por gerações. No ano de 2005 ao concluir o meu último período no curso de Bacharel em Teologia, passei o semestre estudando mais aprofundado o assunto e segue um resumo da explanação da minha visão sobre porque existe o mal se Deus é bom? Antes de falarmos diretamente sobre a origem do mal, precisamos conhecer primeiro um Teólogo chamado Aurelius Agustinus (Popularmente conhecido como Santo Agostinho) nascido em Tagaste, província romana da Numindia, na África. Sua mãe era uma mulher extremamente piedosa, e desde cedo educou Agostinho nos ensinamentos do cristianismo.
Agostinho guardou por toda a sua vida as declarações que ouvia desde a infância de que o Criador é um ser extremamente bom e que Nele não há treva ou corrupção (Tiago 1: 17: Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem näo há mudança nem sombra de variaçäo). Quando tornou-se adulto, tinha em seu coração, como todo estudioso o desejo de conhecer a Verdade, e por várias vezes colocou líderes eclesiásticos em maus lençóis com suas perguntas arrojadas.
Agostinho aderiu a várias seitas em busca de uma resposta para a origem do mal no mundo, uma delas é o maniqueísmo (seita criada por Manes, ao ser supostamente visitado duas vezes por um anjo) essa seita acreditava num chamado dualismo, ou seja, dois reinos: bem (luz) e mal (trevas) lutando constantemente entre si e cada ser humano deveria se posicionar de um lado nesta luta. Agostinho não se contentou com as respostas do maniqueísmo e continuou pesquisando, pois queria saber de onde vem o mal? Sendo assim, aderiu à filosofia do neoplatonismo (Descendente dos seguidores de Platão) que criam existir um chamado UM INEFÁVEL (força criadora) do qual emanavam todas as coisas, e que quanto mais próximo deste um inefável as criaturas estivesse mais luz teriam e quanto mais distantes estariam em trevas. Agostinho após um tempo sai do neoplatonismo e adere ao Pelagianismo (Criam que Deus ajuda os homens quando estes escolhem o bem).
Certo dia ouvindo o sermão de um pregador cristão chamado Ambrósio, Agostinho foi profundamente comovido e retornou em definitivo ao cristianismo. Após esta passagem por três grupos de pensamentos distintos ele começa a criar uma teoria cristã para a origem do mal. Em primeiro lugar Agostinho “absolve Deus” de qualquer culpa ou participação na presença do mal no mundo, o Senhor é incorruptível não tem a menor ligação com o mal. Porém as criaturas de Deus embora sejam reconhecidas como muito boas, não conseguem chegar na perfeição de seu Criador, estando pois sujeita a falhar ou a fazer escolhas erradas. Lucas 11: 23 Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.
Sendo pois limitadas ao serem comparadas à perfeição, a criatura precisa estar próxima da perfeição que é Deus para não errar, quanto mais próxima de Deus menos erros, quantos mais distante de Deus mais erros. Daí ele chegou a conclusão que o mal não é uma questão de SER, mas sim de um NÃO SER, ou seja Deus é a existência, se estamos com ele fazemos o chamado bem e verdadeiramente existimos, mas se nos afastamos de Deus deixamos parcialmente ou totalmente de existir, originando atitudes falhas, corruptas e destruidoras que chamamos de mal. Segundo Agostinho o mal é a Negação do bem, é o uso errado do livre arbítrio que Deus nos deu.
Enfim, Deus não é o culpado como muitos dizem de existir no mundo fome, miséria, violência, deficiências, catástrofes e coisas semelhantes, pelo contrário criou tudo na mais perfeita harmonia (Gênesis 1) porém o homem tem se afastado da perfeição que é Deus, deixando de consultá-lo em suas ações, caindo em terríveis erros que o colocam na miserável condição atual. Fomos nós que trouxemos o mal para o mundo, ele não é coisa criada, pelo contrário e a negação do criar, é destruição, é nulidade é vazio. Graças a Deus que com o sacrifício de Jesus Cristo na Cruz nos permite ficarmos livre do mal, e vivermos harmoniosamente com a Perfeição que é Deus.
Por Ronaldo Bretz